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domingo, março 08, 2009

ser mulher

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Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas e sair sempre vencedora; é estar antes de ontem e depois de amanhã, é desconhecer a palavra recompensa apensas de seus atos.



Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas; é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza; é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita; é esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa; é ser enganada e sempre dar mais uma chance; é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

Ser mulher é estar a mil lugares de uma só vez; é fazer mil papéis ao mesmo tempo; é ser forte e fingir que é frágil para ter um carinho.

Ser mulher é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever; é construir castelos na areia, vê-los desmoronando pelas águas e ainda assim amá-las.

Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu; é doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor; é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher é ser mãe dos seus filhos e dos filhos dos outros e amá-los igualmente; é ser nova quando o coração está a espera do amor, ser crescente quando o coração está se enchendo de amor, ser cheia quando ele já está transbordando de tanto amor e minguante quando este amor vai embora.

Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento de perdão; é voltar no tempo todos os dias e viver, por poucos instantes, coisas que nunca ficaram esquecidas.

Ser mulher é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.

Ser mulher é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce e virar Cinderela quando a noite chega.
Ser mulher é, acima de tudo, um estado de espírito; é uma dádiva; é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividí-lo com o mundo. via

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Gandhi e o Viajante!

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Conta-se que Gandhi, sempre que viajava de trem pela Índia, comprava passagem de terceira classe. Ali os passageiros, como só acontece em alguns outros países, também não cultivavam hábitos de higiene, nem de boas maneiras.
Certa ocasião, quando empreendia uma das suas viagens, ele chamou a atenção de um rapaz que viajava junto a ele no mesmo vagão e que de quando em quando cuspia no chão. Diante da advertência recebida, o moço respondeu indelicadamente e repetiu varias outras vezes o gesto. Gandhi calou-se.
Depois de um bom tempo de viagem, o rapaz pegou no seu violão, dedilhando-o por uns momentos ate afiná-lo, e começou a tocar e também a cantar músicas que exaltavam o grande líder e herói nacional Gandhi.
Quando, finalmente, o trem parou na estação da cidade para onde Gandhi se dirigia, ele se levantou, preparando-se para descer. O jovem, que também ficaria ali, juntou suas coisas para
sair. N a estação, ele percebeu que alguém de certa importância e grande respeito estaria chegando, porque havia uma enorme recepção organizada com músicas instrumentais, fogos de artifício e discursos.
Parou para ver... Era Gandhi quem chegava!
Só quando o viu recebido com tamanha honra e distinção foi que o rapaz se deu conta de que o passageiro a quem havia respondido de maneira tão descortês e insolente era exatamente aquele que havia enaltecido com tanta veemência através das suas canções.
Ele não conhecia Gandhi, mas certamente entendeu que para ele nada significaram suas músicas e o seu cântico.
Essa experiência pode muito bem ser aplicada em relação a DEUS, Ele deseja receber o nosso louvor e numerosas foram às vezes em que Ele mencionou esse seu prazer. Porém, deixou sempre claro que o desejava de maneira humilde, sincera e real.
Citou como exemplo de perfeito louvor àquele que parte da boca das crianças, porque essas na sua pureza e despretensiosamente sabem ser honestas, sinceras e puras.
Condenou o povo que procurava apresentar-lhe honra e louvor superficiais, dizendo:
* "Este povo honra-me com os lábios; e o seu coração, porém, está longe de mim ".

sexta-feira, outubro 10, 2008

SERÁ

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Ss.jpgSERÁ





Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No amazonas, no araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, minas gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papéis e documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for
Piada no exterior
Mas o brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?


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segunda-feira, setembro 01, 2008

quinta-feira, julho 31, 2008

25 atitudes positivas para o trabalho

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Tornar o cotidiano profissional mais leve e prazeroso às vezes só depende de pequenas mudanças no modo de pensar, agir e reagir. Aqui, trabalhadores como você e especialistas em convivência e cooperação ensinam os passos para melhorar as relações, facilitar a comunicação e tornar as atividades gratificantes. São conceitos atuais, mas que também encontram eco nos milenares ensinamentos de sábios chineses e filósofos gregos. Confira os bons conselhos de ontem, hoje e sempre.
Texto: Wilson F. D. Weigl | Ilustração: Adriana Cornavaca Wolff
1 Baseie sua liderança em valores éticos

"Os verdadeiros líderes se perguntam sempre qual é seu papel no mundo e se são mobilizados para a verdade, a bondade e a beleza. Eles se preocupam com questões dessa natureza porque sabem que contribuem para a evolução. Caso contrário, não são líderes"
Jair Moggi e Daniel Burkhard, consultores empresariais, no livro Como Integrar Liderança e Espiritualidade (Negócio Editora/ed. Campus)

2 Abra sua cabeça para as novas idéias

"O único meio de fortalecer o intelecto é não ter uma opinião rígida sobre nada ­ deixar a mente ser uma estrada aberta a todos os pensamentos"
John Keats, poeta britânico (1795-1821)

3 Seja organizado e disciplinado

"Quem a cada manhã planeja as atividades do dia e segue esse plano usa um fio que vai guiá-lo através de um labirinto de uma vida bastante atarefada. A organização disciplinada do tempo é como um raio de luz que se projeta em todos os seus compromissos. Mas onde não há um plano, onde a disposição do tempo fica simplesmente entregue ao acaso dos acontecimentos, logo reinará o caos"
Victor Hugo, escritor francês (1802-1885)

4 Mentalize sempre o melhor

"Sempre que estou envolvido em algum desafio profissional, mentalizo coisas positivas e peço proteção a meus guardiães espirituais. Quando vou ter que enfrentar uma situação de confronto, imagino meu interlocutor calmo e a conversação transcorrendo em clima amigável. Depois, quando alcanço o objetivo, agradeço e acendo uma vela"
José Luís Baraúna, 39 anos, gerente de vendas, de São Paulo

5 Equilibre trabalho e vida pessoal

"É um erro contar com o trabalho como única fonte de satisfação. Do mesmo modo que os humanos precisam de uma dieta variada para manter a saúde, também precisamos de atividades variadas que nos dêem a sensação de prazer e a satisfação. Alguns especialistas sugerem que um bom começo é fazer uma lista de coisas que você gosta de fazer, de seus talentos e interesses e até de coisas novas as quais gostaria de experimentar. Pode ser jardinagem, culinária, esporte, aprender uma nova língua ou se dedicar a um trabalho voluntário. Dessa forma, se passarmos por um período de baixa no trabalho, poderemos recorrer à família, aos amigos, aos passatempos e a outros interesses como fonte principal de satisfação. Quando a fase passa, podemos retornar ao trabalho com interesse e entusiasmo renovados"
Dalai-lama, no livro A Arte da Felicidade no Trabalho, com Howard C. Cutler (ed. Martins Fontes)

6 Mude sua rotina

"Quando nos sentimos desgastados pelas tarefas rotineiras, é hora de descobrir como incorporar algum tipo de inovação em nosso trabalho. As pesquisas internacionais mostram que hoje consegue se sobressair no ambiente de trabalho não aquele que chega trazendo novidades de fora, mas sim quem se mostra capaz de executar as mesmas funções de modo diferente. Todos os trabalhos incluem algumas atividades maçantes, como acontece com a própria vida. Pesquise, estude, olhe a seu redor e procure novas e mais estimulantes formas de executar suas velhas tarefas"
Marianita Xavier Crenitte, psicóloga e diretora da Novo Ser Consultores Associados, de São Paulo

7 Eleja prioridades

"Ao lado da nobre arte de conseguir fazer coisas, existe a nobre arte de deixar as coisas por fazer. A sabedoria da vida consiste em eliminar o que não é essencial"
Lin Yutang, filólogo e escritor chinês (1895-1976)

8 Ouça realmente o que dizem a você

"Podemos até nos considerar bons ouvintes, mas o que fazemos na maior parte das vezes é ouvir seletivamente, fazendo julgamentos sobre o que está sendo dito e pensando em maneiras de terminar a conversa ou direcioná-la de modo mais prazeroso para nós. O ouvir ativo requer um esforço consciente e disciplinado para silenciar toda a conversação interna, enquanto ouvimos outro ser humano. Isso exige sacrifício, uma doação de nós mesmos para de fato entrar no mundo da outra pessoa. O ouvinte ativo tenta ver as coisas como quem fala as vê e sentir as coisas como quem fala as sente"
James C. Hunter, consultor de relações de trabalho americano, no livro O Monge e o Executivo (ed. Sextante)

9 Focalize-se no presente

"Concentre sua energia no momento sem se envolver demais com fatos do passado e expectativas sobre o futuro. Nossa mente funciona como um computador, guarda informações que precisam ser deletadas para a entrada de novos dados. Use todos seus talentos e suas competências para traçar o caminho profissional do jeito que você quer que ele seja"
Francisco Cirilo, consultor empresarial da Dignity Holistic Institute, de Campinas, São Paulo

10 Seu trabalho é para você mesmo

"Quando temos a ilusão de estar doando nossa energia em proveito do chefe ou do empregador, corremos o risco de encarar as obrigações e responsabilidades como fardos. Mas se reformularmos nosso pensamento e tomarmos consciência de que nosso ofício nos traz remuneração ­ que nos proporciona fazer e comprar o que gostamos ­, que estamos sempre crescendo e aprendendo algo, descobriremos que somos nós mesmos os destinatários finais de todos nossos esforços"
Beatriz Cardella, psicóloga, de São Paulo

11 Abra um sorriso ­ e o coração

"Sorria, seja prestativo e bem-humorado. Se conseguimos nos tornar um ouvinte que melhora a auto-estima dos outros, as pessoas vão naturalmente nos procurar e depositarão confiança em nós"
Gerald Michaelson e Steven Michaelson, consultores americanos, no livro Sun Tzu para o Sucesso (ed. Cultrix), adaptação do livro chinês A Arte da Guerra para o mundo dos negócios

12 Perceba a grandeza de seu ofício

"Anseio por executar uma tarefa grande e nobre, mas é meu dever principal executar tarefas humildes como se fossem grandes e nobres. O mundo é movido não só pelos vigorosos empurrões dos seus heróis mas também pelo conjunto dos pequenos empurrões de cada trabalhador honesto"
Helen Keller, escritora e ativista americana (1880-1968)

13 Saia da roda da negatividade

"Sempre que estiver sob intensa pressão ou dominado por sentimentos negativos, simplesmente pare. Saia da sala, tome um chá, respire, se possível dê uma caminhada e desvie a mente do foco do problema. Procure quebrar a seqüência do raciocínio pesado, sinta-se juntando forças para mais tarde enfrentar o problema. Às vezes, simplesmente levantar da cadeira e mudar de ares já ajuda a recuperar a leveza e encontrar um novo vigor para tomar decisões"
Mário Enzo, administrador e consultor de empresas,de São Paulo, autor do livro Empreendedor Zen ­ As Chaves da Prosperidade sem Estresse (ed. 21)

14 Pratique a competição saudável

"A competição é salutar quando serve de parâmetro para clarear nossos objetivos e servir de alavanca para o crescimento pessoal. Quando observamos o sucesso de um colega ou uma empresa concorrente, podemos retirar desse exemplo preciosas lições a ser aproveitadas no aperfeiçoamento profissional. Com base nessa análise, podemos descobrir o que falta em nós para alcançar resultados tão positivos"
Marianita Xavier Crenitte, psicóloga e diretora da Novo Ser Consultores Associados, de São Paulo

15 Saiba delegar

"Ninguém, com certeza, é capaz de assumir a liderança em todos os campos, pois para um homem os deuses concederam as proezas da guerra, a outro, da dança, para outro, a da música e do canto e, em um outro, o todo-poderoso Zeus colocou uma boa cabeça"
Homero, poeta grego que viveu no século 9 a.C. e escreveu a Ilíada

16 Aceite as mudanças

"Aprendi com o budismo o significado da impermanência, de que tudo no Universo está constantemente se transformando. Tinha dificuldade em aceitar as mudanças, de emprego, de cargo, de colegas e colaboradores que entravam e saíam. No pensamento oriental, entendi que o Universo é sábio ao transformar nossos caminhos. E mesmo se for para algo mais difícil ou complicado, é porque essa experiência nos traz uma lição ou um aprendizado necessários. Nada nem ninguém nos pertence e temos sempre que deixar algo para trás e começar de novo"
Régis Aurélio Castro, 33 anos, representante comercial, de São Paulo

17 Expresse emoções sinceras

"Compartilhar com os outros nossas opiniões e nossos sentimentos sinceros gera uma relação de proximidade com as pessoas. Assim, criamos um ambiente de intimidade e camaradagem. Conquistamos algo ainda mais importante: fazemos com que os outros se interessem pelo nosso desenvolvimento pessoal"
Gerald Michaelson e Streven Michaelson, consultores americanos, no livro Sun Tzu para o Sucesso (ed. Cultrix), adaptação do livro chinês A Arte da Guerra para o mundo dos negócios

18 Seja exigente na medida certa

"Não busque todas as qualidades em uma só pessoa"
Confúcio, sábio chinês (551-479 a.C.)

19 Descubra sua vocação e estabeleça sua meta

"Conhecer quais são nossas metas mais íntimas é parte fundamental para se sentir realizado profissionalmente. Sua vocação pode estar bem no fundo de seu coração, como uma vontade, às vezes escondida até de sua parte consciente. É preciso conhecer nosso 'arzoo', palavra indiana que designa o desejo e a vontade do coração. Uma vez que conseguimos definir e estabelecer uma meta arzoo, nos equipamos com uma mola propulsora de motivação constante, de inesgotável força, que dificilmente será abalada"
Mário Enzio, administrador e consultor de empresas, de São Paulo, autor do livro Empreendedor Zen ­ As Chaves da Prosperidade sem Estresse (ed. 21)

20 Coloque-se no lugar dos outros

"Grande Espírito, ajuda-me a jamais julgar o outro até que eu tenha andado em seus mocassins"
Prece dos índios sioux americanos

21 Compreenda para ser compreendido

"Quando ouvimos mais com a intenção de compreender os outros do que com a de retrucar, começamos a construir a verdadeira comunicação. As oportunidades para falar abertamente e ser mais bem compreendido surgem de modo mais fácil e espontâneo. Procurar compreender exige consideração, procurar ser entendido requer coragem"
Stephen R. Covey, consultor de programas de liderança em mais de 100 empresas da lista das 500 maiores do mundo, em seu livro Princípios Essenciais das Pessoas Altamente Eficazes (ed. Sextante)

22 Não tome os conflitos pelo lado pessoal

"Se você está numa situação em que há colegas hostis ou supervisores ríspidos, adotar uma perspectiva mais ampla pode ajudar: perceber que o comportamento daquela pessoa pode não ter nada a ver com você, que devem existir outros motivos para aquele comportamento e não levar a coisa para o lado pessoal. Na verdade, os acessos de hostilidade talvez tenham mais a ver com problemas bem diferentes, talvez até com problemas em casa. Às vezes, temos a tendência a esquecer essas verdades elementares"
Dalai-lama no livro A Arte da Felicidade no Trabalho, com Howard C. Cutler (ed. Martins Fontes)

23 Adoce as palavras

"Elogio ruidosamente, reprovo suavemente"
Catarina II, imperatriz da Rússia (1729-1796)

24 E, depois do trabalho, relaxe...

"Os arqueiros curvam seus arcos quando querem atirar e os afrouxam quando o alvo é atingido. Se o arco fosse mantido sempre retesado, quebraria e falharia quando o arqueiro precisasse dele. Assim é como os homens. Se constantemente se dedicarem a um trabalho sério e jamais relaxarem um pouco com um passatempo ou um esporte, perdem o bom senso e enlouquecem"
Heródoto, filósofo grego (484-420 a.C.)

25 Faça pausas para reflexão

"Todos os dias, paro alguns minutos e faço uma espécie de meditação, de pausa interior, tentando observar de fora meus pensamentos. Nesse momento, saio do turbilhão mental ­ o meu próprio e o das outras pessoas ­ e consigo separar o que é realmente importante do que é descartável. Depois disso, as provocações e as picuinhas com colegas, por exemplo, parecem encolher, como se eu estivesse as vendo de longe. E consigo colocar em padrões mais aceitáveis a necessidade de cobrar ­ de mim mesmo e dos outros. Dessa perspectiva, com a mente calma, sinto que sou eu mesma quem dirige meus atos, e não os outros"
Daniella Tavares Amaral, 37 anos, empresária, de São Paulo

Seja solidário, faça elogios: sua confiança será retribuída


http://iscasemvara.blogspot.com

quinta-feira, julho 24, 2008

quarta-feira, julho 09, 2008

O Vampiro

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(Charles Baudelaire)




Tu que, como uma punhalada,
Em meu coração penetraste,
Tu que, qual furiosa manada
De demônios, ardente, ousaste,

De meu espírito humilhado,
Fazer teu leito e possessão
- Infame à qual estou atado
Como o galé ao seu grilhão,

Como ao baralho o jogador,
Como à carniça ao parasita,
Como à garrafa ao bebedor
- Maldita sejas tu, maldita!

Supliquei ao gládio veloz
Que a liberdade me alcançasse,
E ao veneno, pérfido algoz,
Que a covardia me amparasse.

Ai de mim! Com mofa e desdém,
Ambos me disseram então:
"Digno não és de que ninguém
Jamais te arranque a escravidão,

Imbecil! - se de teu retiro
Te libertássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!



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sábado, junho 21, 2008

Teste de Motivação

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Suas atitudes, decisões e ações em sala de aula são essenciais para criar um ambiente motivador. Ao responder com a máxima honestidade esse teste, você vai descobrir se está pondo lenha na fogueira da motivação dos alunos ou despejando nela baldes de água fria.


ATENÇÃO:


Selecione, no máximo, duas alternativas em cada item, com exceção do item 4, no qual você poderá escolher todas as alternativas verdadeiras para o seu caso. Ao final, consulte o gabarito, some os pontos que você fez e veja em qual faixa você se encontra.


1 - A aula vai começar. Assinale a frase que melhor traduz o seu estado de espírito.


a -"Será que vou ter forças para sobreviver até sexta feira nesta escola ?"


b - "O primeiro aluno que bancar o engraçadinho na sala de aula vai se ver comigo. Eles querem guerra? Pois vão ter!"


c - "Tomara que esta semana seja bem melhor que a anterior."


d - "Preparei um monte de desafios interessantes para as próximas aulas. Estou louco(a) para ver como eles vão reagir".


2 - Marque os comentários que mais correspondem ao que você, em geral, sente por seus alunos.


a - "Adoraria se fossem raptados coletivamente por um disco voador."


b - "A maioria é boa, mas alguns não querem nada com nada."


c - "São muito diferentes, fazem coisas que às vezes me emocionam e outras me deixam de cabelos em pé, mas gosto muito de todos eles".


d - "Procuro compreendê-los."


3 - Assinale as afirmações que você poderia fazer , em relação à(s) disciplinas(s) que ensina.


a - "Domino completamente o conteúdo e a metodologia e não preciso aprender mais.


b - " Interesso-me bastante e procuro, no dia a dia, aperfeiçoar o domínio do conteúdo e da metodologia.


c - "Muitas vezes preciso ensinar coisas que estão no currículo, mas não me interessam e não sei ao certo para que servem na vida real ."


4 - Assinale todas as afirmações que você poderia fazer em relação às suas atitudes durante as aulas.


a - Procuro estimular os alunos a questionar as minhas idéias.


b - Estou sempre disposto(a) a ajudar.


c - Tenho dificuldades em criar um ambiente descontraído.


d - Faço com que os alunos compreendam que errar faz parte da aprendizagem.


e - Não costumo aceitar decisões da classe.


f - Antes de dar a minha opinião, escuto as dos alunos.


g - Na maior parte do tempo, a palavra está comigo. Raramente faço perguntas, desafio os alunos com problemas ou os estimulo a agir.


5 - O que você sabe sobre os seus alunos ?


a - O nome dos que mais se destacam.


b - Características gerais, como nível sócio-econômico e cultural das famílias.


c - Seus principais interesses, sonhos e preocupações.


6 - Um(a) colega conta que, antes de iniciar a aula, reserva alguns minutos para uma "roda da conversa", para que os alunos tenham a oportunidade de contar alguma novidade, comentar uma notícia, dizer como estão se sentindo e planejar com o(a) professor(a ) o que vão fazer . Você...


a - …pensa : "Quanta perda de tempo! Desse jeito ele(a) nunca vai vencer o conteúdo".


b - ...pergunta: "E como você utiliza, na sua aula, as informações que os alunos trazem para essa roda da conversa?".


c - ...pergunta: "E como você utiliza, na sua aula, as informações que os alunos trazem para essa roda da conversa?".


7 - Você vai começar a trabalhar um novo tema com os alunos. Como procede?


a - Explico o assunto da forma mais clara possível.


b - Faço perguntas para descobrir o que os alunos já sabem sobre o assunto.


c - Procuro relacionar o assunto com a vida cotidiana e com os interesses da turma.


8 - Assinale o tipo de estratégia que você usa mais freqüentemente em sala de aula.


a - Exposições orais, cópias e ditados.


b - Trabalhos em grupo e estudos do meio.


c - Projetos que encorajam os alunos a resolver problemas reais, a fazer algo que seja interessante para eles, utilizando os conhecimentos adquiridos.


9 - Ao entrar na sala, você percebe que o ambiente está sujo e muito bagunçado. Que atitude toma ?


a - Nenhuma. O importante é começar a aula o quanto antes.


b - Chama alguém da diretoria para ver o estado deplorável da sala e tomar providências.


c - Pergunta aos alunos o que aconteceu e, depois de ouvi-los, convida-os a, junto com você, rapidamente organizar o espaço antes de iniciar a aula.


10 - Assinale os recursos que estão à disposição dos alunos e que você utiliza regularmente.


a - Quadro negro e giz.


b - "Cantinhos" com materiais relativos a diferentes áreas do conhecimento, computador, oportunidades de participar de excursões, visitas a museus, teatros…


c - Livros, dicionários, jornais e revistas.


11 - Você utiliza os resultados das avaliações …


a - …verificando quais alunos estão com desempenho abaixo da média e providenciando medidas de recuperação.


b - …elogiando os melhores alunos e deixando bem claro aos demais o quanto são incapazes.


c - …mostrando o quanto os alunos avançaram e convidando cada um a comparar os resultados que obteve com as metas que havia estabelecido para si mesmo.


Gabarito
































































































































Questão



A



B



C



D



E



F



G



1



0




0




1




2







2



0




0




2




1







3



0




1




0








4



1




1




0




1




0




1




0




5



0




1




2








6



0




1




1








7



0




1




2








8



0




1




2








9



0




1




2








10



0




2




1








11



1




0




2














Resultados:


Menos de 13 pontos



Água Gelada: Alerta vermelho! A desmotivação está colocando em perigo sua realização pessoal e a aprendizagem dos alunos


Entre 14 e 21 pontos


Vento na Fogueira: Você faz o possível para estar atento(a) às necessidades dos alunos e apresentar a eles objetivos e tarefas que lhes permitam satisfazê-las.


Mais de 21 pontos


Gasolina Pura: Parabéns! Você adora o que faz, e seus alunos estão descobrindo o prazer de nunca perder a motivação de aprender.


Madza Ednir é pedagoga e presta serviços de consultoria em comunicação e educação ao Centro de Criação de Imagem Popular (CECIP), à Fundação Victor Civita e ao Instituto Ayrton Senna, onde edita o jornal "Campeão de Cidadania". É co-autora do conjunto de publicações "Todos pela Educação no Município" (CECIP/Unicef, 1992), que divulgam as recomendações de Jomtien no Brasil, de cartilhas, de manuais e de uma fotonovela, buscando tornar acessíveis a amplas camadas da população os seus direitos de cidadania. Foi editora de jornais dirigidos a educadores, como o "Paulicéia Educação", da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (1983-1985) e o "Escola Agora", da Secretaria de Estado de Educação de São Paulo (1995-1998).


Fonte: Revista Nova Escola, Editora Abril


http://poupatempo.blogspot.com

quarta-feira, junho 04, 2008

Motivação no trabalho - Antônio Roberto Soares

Standard

Artigo publicado por Antônio Roberto


Jornal Estado de Minas - Caderno Bem Viver - Data: 10/08/2003



"Numa sociedade competitiva somos chamados a tentar controlar ou sermos controlados. Daí a nossa frustração quando nossos desejos não são satisfeitos"




"Antônio Roberto, trabalho em uma empresa que não valoriza o meu potencial. Sou boa funcionária, não falto ao trabalho, sou correta no desempenho de minhas funções. Estou há um ano nessa empresa e não recebi nenhum aumento, o meu chefe sequer me apresenta um argumento convincente. Isso faz com que eu fique desmotivada a trabalhar. O que fazer? Cláudia, de Belo Horizonte".





Com o avanço da psicologia social, a administração empresarial passou por grandes mudanças na questão humana. Sabemos que hoje o grande diferencial competitivo são as pessoas. E, em vista disso, muito se tem falado e escrito sobre a motivação do empregado, sobre a necessidade de sua valorização sob todos os aspectos: salário, segurança, condições higiênicas de trabalho, participação etc. Existem inúmeras teorias sobre motivação no trabalho e as que nos chegaram são quase todas americanas.


Há, porém, em todas elas um grande equívoco e que é o mesmo da leitora Cláudia: responsabilizar o mundo externo, as condições, as circunstâncias pela alegria, entusiasmo e motivação do empregado. Se o grande objetivo da vida é ser feliz, a coisa mais sagrada para cada um de nós é o entusiasmo e a alegria em tudo o que fazemos. Essa energia vital não pode ficar a mercê de como nos tratam. Motivação é automotivação.


Há um filósofo grego, Epicteto, que nos ensinava: "Não são as circunstâncias que nos fazem felizes, mas como nós lidamos com as circunstâncias". Na mesma situação em que uns optam pelo crescimento, outros optam pelo sofrimento. Esse é um segredo da felicidade. Cuidar da própria motivação, aprender a estar bem, apesar dos problemas, das injustiças e não transferir a tarefa de se entusiasmar com qualquer pessoa. É claro que qualquer empregado tem o direito de lutar por melhores salários, promoções, por inúmeras reivindicações no seu ambiente de trabalho. O que não vale é perder a motivação quando eventualmente não for atendido. Por isso é que tenho afirmado, em diversas ocasiões, que ser feliz é ser feliz.


Quando criança, é natural esperarmos dos pais o atendimento às nossas necessidades e uma atitude de desânimo e sofrimento quando não nos atendem. À medida que crescemos, devemos assumir responsabilidade total por nossa vida, incluindo nossos sentimentos, sejam quais forem e trabalhando no sentido de impedir que acontecimentos alheios à nossa vontade nos tirem do estado de graça. Ou somos dirigidos de fora ou de dentro de nós mesmos. Crescer é autocentrar-se. Numa sociedade competitiva somos chamados constantemente a tentar controlar ou sermos controlados. Daí o nosso sofrimento e frustração quando nossos desejos não são satisfeitos. Tornamo-nos, assim, escravos da vontade dos outros. Querer um aumento salarial é natural e salutar, mas desmotivar-se para o trabalho, se não o tiver é focar-se em um único ponto. E o fato de se estar vivo, de amar alguém, de ter amigos, de estudar, de passear, de ouvir música, de dançar, de respirar, de saborear os vários aspectos da existência?


O conceito de inteireza e totalidade na relação com o mundo significa fazer com amor e dedicação qualquer coisa que estivéssemos fazendo. É condição básica para alegria. Trabalhando de graça, com baixa remuneração ou ganhando muito bem devemos nos encher de entusiasmo no trabalho. A palavra entusiasmo vem do grego e significa "deus dentro". Cultivar essa energia interna, esse contato com a própria essência, com o eu interior é a raiz da verdadeira sanidade psicológica. Esperar que os outros nos façam felizes, seja no trabalho, no casamento ou nas relações sociais é travar o caminho. A Cláudia como qualquer um de nós tem também o direito de procurar outro emprego que a remunere melhor. O que ela não pode é, além de ter um salário ruim, entregar sua alma, sua alegria, sua jovialidade para a empresa. A sensação de humilhação, ofensa e mágoa é uma desculpa para a sua incompetência em ser feliz.


Antônio Roberto Soares


http://iscasemvara.blogspot.com

quinta-feira, maio 29, 2008

A demissão do gerúndio e a praga do gerundismo...

Standard
Gustavo Dourado

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Ademissão do Gerúndio:
Deu polêmica oficial...
Endorréia, gerundismo:
É uma praga cultural...
Que infesta a nossa língua:
E o nosso tempo verbal...

O governo de Brasília::
No Diário Oficial...
Demitiu o tal gerúndio:
No Distrito Federal...
Mas o sujeito é teimoso:
E não some do jornal...

O fato ganhou a mídia:
A imprensa noticiou...
É uma piada da boa:
O mundo se gerundiou...
Dólar e telemerchandising:
No gerúndio se enroscou...

É um vício de linguagem:
Em qualquer repartição...
No discurso, no artigo:
Em concurso e redação...
Na escola e na rua:
Na favela e na mansão...

Gerúndio na boca do povo:
Chacota já se tornou...
Blá.Blá.Blá...nhemnhemnhem:
O fato se proliferou...
Virou piada no céu:
São Pedro me telefonou...

É gerúndio no Planalto:
No Congresso Nacional...
No telefone e na tela:
O gerundismo é total...
O gerúndio se abunda:
É preferência nacional...

Tem gerúndio na tv:
No jornal e na novela.
A modelo gerundia:
Gerundando-se magrela...
Ouve-se tanto gerúndio:
A alma da gente, gela...

Terá fim o gerundismo?!
Com tanta ignorância...
Teleanalfabetismo:
Leitura sem importância...
O Português não tem vez:
Norma Culta, que distância...

Fazer e estar fazendo:
Estar amando e amar...
Ligar e estar ligando:
Informando e informar...
Gerúndio e Infinitivo:
Cada qual tem seu lugar...

Negociando - providenciando:
Ouve-se no dia-a-dia...
Expressões inadequadas:
Palavras sem sintonia...
Culto à ineficiência:
É voz da burrocracia...

Ligando nós estaremos:
Documento prescrevendo...
Todo mundo enrolando:
Gerundismo pervertendo...
A máquina não funciona:
É o gerúndio corrompendo...

É uma praga virulenta:
Haja contaminação...
Vem da Língua Inglesa:
Em erro de tradução...
Telemarketing e Intermídia:
Fazem a divulgação...

Um basta ao gerundismo:
Ao infinitivo vou voar...
Tenho verbo, falta verba:
Para poder participar...
Estou "rezando" demais:
Para a vida melhorar...

domingo, maio 04, 2008

"Contra-invasão", de Luis Fernando Verissimo

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Contra-invasão


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Precisamos protestar contra a invasão do nosso espaço auditivo pela vida alheia.

Luis Fernando Verissimo

Podem me chamar de monstro, mas às vezes me divirto com a possibilidade de que não seja apenas outra lenda urbana que os celulares destroem, aos poucos, o cérebro de quem os usa. Seria um consolo saber que a pessoa da mesa ao lado que discute seus negócios, ou o furúnculo da tia Djalmira, aos berros no celular está fritando o próprio cérebro. E que não demoraria muito para que nós - eu e os outros 17 que resistiram - herdássemos a Terra e voltássemos a nos comunicar civilizadamente, de preferência com silenciosos sinais de fumaça.

No meu caso, é verdade, a implicância com o celular vem de uma certa incompatibilidade com novidades tecnológicas. Decidi que não podia continuar sendo um ignorante numa era de tantas revoluções, mas que meu aprendizado deveria ser sistemático, começando com os mecanismos mais simples e progredindo até chegar à cibernética. E empaquei na torneira. Seria até desonesto tentar entender como a última notícia sobre o furúnculo da tia Djalmira dá a volta ao mundo em ondas a partir de um minúsculo celular se recém entendi como funciona a tesoura. Mas o fato é que precisamos protestar contra a invasão do nosso espaço auditivo pela vida alheia, assim como não-fumantes começaram a protestar contra a invasão dos seus pulmões pela fumaça dos cigarros dos outros e estão ganhando a sua guerra contra o que já ouvi chamarem, com tétrica ironia, de "unearned cancer", ou câncer imerecido.

Os anticelulares têm menos argumentos do que os antifumo na sua luta, pois fumantes podem apelar para a História em defesa do seu vício invasivo. Nem Hitler, nem Mussolini, nem Franco e nem, presumivelmente, o imperador Hiroíto fumavam. Hitler não só não fumava, como o combate ao fumo fazia parte do programa nacional de saúde nazista. Já Roosevelt fumava com piteira, Stalin fumava cachimbo e Churchill não largava o charuto. As reuniões dos três para traçar os destinos da guerra e planejar o que fazer depois da vitória se realizavam sob grossas nuvens de fumaça. Quer dizer: na última grande guerra de verdade, a que decidiu quem ficava com o mundo, os fumantes ganharam! Não são poucos os fumantes que vêem nas atuais campanhas contra o tabagismo um certo revanchismo fascista.

Sei lá. O fato é que não quero ouvir mais nenhuma notícia da tia Djalmira, a menos que eu peça.

Fonte: Jornal "Zero Hora" nº 15376, 4/10/2007.

sexta-feira, maio 02, 2008

Viver para amar - Lawrence Kelemen

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Durante os últimos 13 anos tive o privilégio de estudar com um grupo essencialmente de anciãos judeus em Jerusalém que conduzem suas vidas de acordo como seus antepassados conduziram milhares de anos atrás. Estas pessoas têm a mente centrada num único objetivo de preservar a sua cultura e costumes, assim como seus pais e avós. Pelos seus olhos eu sou um ganho, um vislumbre de como as comunidades judaicas de muito tempo atrás abordavam a vida em geral e as questões educacionais em particular. Estes judeus tradicionais representam uma mina de ouro.
Eu nunca me esquecerei da noite em que um estudioso tradicional judeu falou sobre a centralização do amor. Enquanto seus alunos, sentados ao seu lado estavam prontos para ouvir e assimilar aquelas instruções, o professor ergueu um grande volume da Torá, abriu-o, e começou a ler: "Veja que eu [D'us] coloquei perante ti a vida e o bom, a morte e o mal; e estou mandando você amar..."
O estudioso de idade avançada parou, fechou seus olhos, pensando profundamente. Então, de olhos ainda fechados, repetiu, "eu coloquei perante ti a vida... e eu estou mandando você amar." Ele trouxe o livro mais perto de seus olhos, piscou os olhos para ver a minúscula impressão, e leu o comentário do sábio espanhol do século 11, Rabino Abraham Ibn Ezra: "Este verso nos ensina que a vida é para amar."
O mestre do talmud fechou seus olhos novamente. Então, repetiu, "A vida é para amar."Toda criatura tem seu propósito, e o nosso é fazer amizades, criar proximidade.
Atenção é a chave Hoje, meus colegas da UCLA e Harvard estão alcançando os judeus tradicionais de Jerusalém. Os pesquisadores mais antigos acreditam que as crianças são melhores quando criadas em lares em que a vida é para amar, ou seja, em que há amor pela vida. Principalmente as pessoas na universidade estão começando a enfatizar a importância da atenção e do afeto, dois pilares da abordagem judaica tradicional para a criação dos filhos.
O primeiro passo em ser afetuoso com uma criança é ser sensível as suas necessidades e atendê-las. Isto não é uma tarefa fácil. Muitos pais novos estão surpresos pela dificuldade em sustentar a sensibilidade e a atenção durante o dia e a noite. Não temos escolha, pois o amor e a atenção e tudo o que eles representam são cruciais para o desenvolvimento da criança.
Quando estamos atentos às necessidades de uma criança, despertamos uma sensação de segurança e confiança, que os psicólogos chamam de afeto, e este dá as crianças a força interna que precisam para lidar com as tensões que virão mais tarde em sua vida. Quando os pesquisadores em Nova Jersey avaliaram os níveis de afeto em meninos de 1 ano de idade e depois acompanharam as crianças por vários anos, eles viram que 40 por cento dos meninos inseguros no afeiçoamento, mostraram sinais de psicopatologia, comparados a 6 por cento dos meninos que tinham segurança em sua conexão com os pais.
A pesquisa também liga a auto-estima com pais atentos. Além disso, os pais atentos não só produzem filhos que tem uma boa auto-estima como também esta auto-imagem positiva dura por 20 anos. Num estudo em mulheres criadas em Islington, na Inglaterra, investigadores descobriram que crianças criadas por pais mais responsivos tinham duas vezes mais probabilidade de ter imagem própria positiva quando adultos do que aquelas criadas por pais menos responsivos. E crianças que se sentem bem consigo mesmas têm aspirações mais altas, têm um desenvolvimento melhor na escola, ganham melhores salários quando crescem, e lidam com o estresse de forma mais eficaz.
Muitos pais se preocupam com o fato de que muita atenção pode enfraquecer a independência e confiança do filho. Mas, oposto é verdade. "As crianças que experimentam uma satisfação consistente e considerável das necessidades no início não ficam 'deterioradas' ou 'dependentes," explica o Dr. Terry Levy, Presidente da "Association for Treatment and Training in the Attachment of Children", ("Associação para Tratamento e Treinamento de Afeto das Crianças") "Elas se tornam mais independentes, seguras e confiantes."
As crianças choram menos freqüentemente e por menos tempo depois de seus primeiros nove meses, quando os responsáveis por ela respondem prontamente às suas necessidades durante seus primeiros nove meses. Reciprocamente, as crianças que não recebem atenção suficiente no começo tendem a ser muito grudada aos pais, sofrer de ansiedade na separação, e responder com pânico quando levado a explorar o mundo afora ou quando ficam com pessoas diferentes das que cuidaram delas.
Cuidados na noite As crianças precisam sempre de respostas sensíveis e isto ocorre principalmente à noite. A combinação de sonolência e escuridão faz com que as crianças se sintam mais vulneráveis. Temos que nos esforçar muito para ficarmos atentos para a angústia/aflição da criança durante a noite.
O ato de ignorar os gritos das crianças de noite está tragicamente ilustrado durante a única experiência cultural moderna em que crianças foram voluntariamente afastadas de seus pais durante as horas de sono. Começando nos anos 30, os pais que viviam em kibbutzim seculares de Israel preferiram que suas crianças dormissem longe de casa, em instalações públicas para crianças. O tamanho destas instalações tornava impossível atender prontamente a toda criança que chorava, mas os pioneiros do kibutz achavam que suas crianças se ajustariam com este fato, de terem menos atenção.
Porém, os estudos comprovaram que as crianças deste kibutz, que dormiam nestas instalações, sofreram de muitas desordens psicológicas, inclusive traumas de privação de afeto, depressão, esquizofrenia, baixa auto-estima, e problemas com álcool e droga. Em 1994, mais de metade das crianças israelitas dos kibutzim exibiram sintomas e psicopatologia associadas à insegurança na afeição, a falta de afeto.
O Professor Carlo Schuengel, um pesquisador da Universidade de Leiden (Países Baixos), repetiu as descobertas de muitos pesquisadores ao descobrir a causa da desintegração psicológica experimentada pelas crianças do Kibutz: "Embora o fato de dormir coletivamente possa permitir a monitoração da segurança das crianças, isso as deixa com uma sensação limitada e precária de segurança."
Como os dados revelados mostraram os danos que as crianças poderiam sofrer dormindo em instalações, os líderes do kibutzim abandonaram a experiência. O última instalação foi fechada em 1998.
Chorar? Espantosamente, algumas crianças estão sendo expostas a este tipo de experiência em sua própria casa. O programa de treinamento do sono "deixar chorar" oferece aos pais uma alternativa efetiva para os incômodos do cuidado da criança durante a noite. Os psicólogos Behavioristas que estão por detrás deste plano comprovam que quando os gritos da criança durante a noite não são respondidos, elas param de chorar dentro de três dias. Embora o programa tenha sido elogiado como "um novo, método revolucionário de ensino para que as crianças durmam a noite toda", isto não é nada mais que uma revivificação da desastrosa experiência do kibutz, e o que realmente ensina as crianças é o desespero.
As pessoas são atraídas pelo método do "deixar chorar" pela mesma razão pela qual são atraídas para muitas outras técnicas destrutivas de criar uma criança: elas oferecem uma rápida melhora. Porém, pedagogos inteligentes levam em conta os bens, em longo prazo, de toda as estratégias para criar uma criança. Ignorar o choro da criança durante a noite, pode, eventualmente, trazer tranqüilidade, mas não traz segurança.
Deste modo, crianças treinadas com este método despertam mais freqüentemente durante a noite, dormem menos eficazmente, e ficam mais cansadas durante o dia do que as crianças em que os pais foram mais atentos. Além disso, crianças destituídas de conforto à noite correm o risco de terem vários tipos de psicopatologias descobertas entre as crianças do kibutz.
Criar um ambiente cuidadoso Os pais mais atenciosos vão muito mais além do que o cuidado durante a noite. Por exemplo, durante o dia, os recém-nascidos anseiam por um olhar de seus pais ou de quem cuida deles. Eles visualizam objetos de 7 a 12 polegadas distante, exatamente a distância necessária para ver os olhos dos pais quando estão em seus braços.As crianças também respondem com prazer e interesse quando lhes mostram uma máscara de um rosto humano. Quando a parte mais baixa da máscara é coberta, a resposta da criança não muda. Porém, quando um olho da máscara é coberto, as crianças expressam desgosto e apatia.
Quando as crianças amadurecem, elas ainda precisam da atenção dos pais. As crianças entre 1 e 3 anos prosperam quando brincamos com elas, e as pré-escolares adoram quando lemos histórias para elas. Não importa muito para a criança do que brincamos ou que história lemos, desde que estejamos lhes dando toda a atenção.
Já as crianças do primário precisam que os pais escutem-nas recontar as aventuras do dia, e freqüentemente repetirão as mesmas histórias inúmeras vezes só para segurar nossa atenção. Elas querem nossa participação nas suas lições de casa e nos seus jogos. Se nossas crianças aprendem que podem contar com nossa atenção mesmo nos anos em que quase não precisam dela, que é no começo, elas continuarão a contar conosco durante a adolescência também.
O ingrediente de afeto
A afeição é muito mais do que somente atenção. A atenção exige que sejamos responsivos às necessidades da criança. Já o afeto é o próximo passo. É o ato amoroso, a maneira mais poderosa de transmitir o amor. Precisamos fazer esforços especiais para colocarmos este ingrediente mágico em nossas interações.
As mães de Uganda tendem a ser mais atentas e responsivas do que muitas mães Americanas. A Dr. Mary Ainsworth, Professora de Desenvolvimento de Criança na Universidade de Toronto e na Universidade de Virgínia, descobriu que as crianças de Uganda são muito mais seguras afetivamente do que as de um grupo em Baltimore. Mesmo que as mães de Uganda não expressam sinas de afeto como abraços ou beijos, os bebês de Uganda muito raramente manifestam qualquer padrão de comportamento próximo ao afeto.
Conter o afeto tem conseqüências. O Dr. Ainsworth descobriu que as crianças que foram privadas de afeto tratavam uns aos outros de modo indiferente. O Dr. Kevin MacDonald, Professor de Psicologia da Universidade do Estado de Califórnia, em Long Beach diz que este tipo de comportamento é previsível. As crianças que crescem em sociedades menos afetuosas expressam menor comportamento social e altruísta. Já os pais mais afetuosos tendem a produzir um comportamento mais social e amoroso.
O afeto também prepara as crianças para a amizade e intimidade. Uma pletora de literatura científica diz que as crianças que recebem mais afeto tendem a ter mais interações positivas e amizades mais íntimas. O Dr. Bowlby fala que as crianças que crescem em ambientes afetuosos tendem a casar e permanecer casados mais do que as criadas num ambiente sem afeto.
Prevenção da delinqüência Os abraços neutralizam a delinqüência. Assim dizem os pesquisadores do Centro da Universidade Médica de Duke, que compararam históricos de crianças normais com os de delinqüentes. Depois de verificarem uma série de fatores, os pesquisadores de Duque descobriram que a afeição paterna é o ingrediente ativo. Eles concluem sua pesquisa afirmando que, "Os meninos violentos provavelmente não tiveram pais que os abraçasse ou expressassem afeição verbalmente."
Criminologistas da Universidade de Illinois e Northeast também afirmam que a falta de afeto dos pais é "o prognóstico mais importante da delinqüência crítica e persistente." Os sociólogos da Universidade de Wisconsin e da Universidade do Estado da Flórida ao revisarem a literatura psicológica, também encontraram "ausência de amor, afeto, ou o carinho dos pais" associado a agressividade, delinqüência, abuso de drogas, e a criminalidade.
Preparando as crianças para a bondade Os psicólogos se diferem em relação ao fato de como o amor cultiva a bondade. Alguns sugerem que as crianças simplesmente estão mais dispostas a aceitar os valores dos pais e professores que têm a figura autoritária mais afetuosa. Outros propõem um mecanismo biológico, argumentando que a afeição desenvolve algumas partes do cérebro responsáveis pela conscientização e internalizacão da orientação moral.
O Dr. Harry Chugani, neurologista do Hospital das Crianças de Michigan, revelou em 1998 que as crianças criadas em ambientes privados de amor mostraram um evidente metabolismo anormal numa área especifica do lóbulo temporal do cérebro que envolve a função social. "Podemos supor," Chugani diz, "que o quê vimos nos testes esta relacionado a negligência, a uma falta de interação materna com a criança numa fase crítica."
Um grupo liderado por Elinor Ames, da Universidade britânica de Simon Framor, em Columbia, conduziu o que muitos julgam ser o estudo mais completo sobre crianças criadas em orfanatos romenos e concluíram sua experiência, "A experiência num orfanato tende a refrear todas as áreas da inteligência [inclusive] a motora, personalidade social e desenvolvimento da linguagem."
Juntando todos os ingredientes básicos do amor, a atenção e o afeto, constituem os fatores mais importantes no desenvolvimento humano. O amor não é apenas um luxo.
Arrumar tempo para o amor Praticamente, todos esses dados significam que precisamos ter muita atenção e afeto, e que isto leva tempo, mais tempo do que a maioria das pessoas pensa. Uma mãe americana que estudou em Stanford e na Universidade da Califórnia, tendo um grau avançado de estudo, confessou recentemente, "Enfrentei todos os desafios acadêmicos, inclusive escrever minha tese de doutorado, mas nada disso se compara ao desafio que enfrento agora para criar meus três filhos."
Freqüentemente, encontrar tempo para os filhos é o aspecto mais difícil para a educação dos pais. O Dr. Bowlby tratou deste desafio durante sua palestra para a equipe psiquiátrica do Hospital Michel Reese, em 1980:
Cuidar de um bebê ou de uma criança de até 3 anos é como um trabalho de 24 horas por dia, sete dias na semana, e com certeza um dia será mais preocupante do que os outros. E ainda que a carga diminua um pouco quando a criança fica mais velha, se ainda estiverem florescendo, exigirá muito tempo e atenção.
Para muitas pessoas hoje estas são verdades desagradáveis. Dar tempo e atenção para as crianças significa sacrificar outros interesses e atividades. Porém, creio que as evidências do que estou dizendo são irrepreensíveis. Estudo após estudo... atestam que adolescentes saudáveis, felizes e confiantes são os produtos de casas estáveis em que pai e mãe dão muito tempo e atenção para as crianças.
Muito antes de o primeiro filho nascer, devemos estar conscientes do fato de que nossa vida irá mudar dramaticamente, e que sacrifícios deverão ser feitos.

Crianças solitárias Hoje nos Estados Unidos, mais de 60 por cento das mães de crianças pequenas trabalham. Mais de metade dos pais americanos dizem não ter tempo suficiente para cuidar de seus filhos. Realmente, durante os últimos 20 anos, o tempo médio que os pais passam por semana com os filhos diminuiu para 12 horas.
O adolescente americano passa três horas e meia do dia completamente sozinho todo dia, e nas palavras de um repórter da Newsweek, "A solidão pode se estender até a noite. O almoço para esta geração não passa de um toque no botão de esquentar do microondas".
Os internos pediátricos dos orfanatos da Romênia têm somente 10 minutos de conversação por dia. Um adolescente dos Estados Unidos fala mais ou menos sete minutos por dia com sua mãe e cinco com seu pai. A autora Patricia Hersch, ao descrever as experiências que teve escrevendo um livro sobre a adolescência em Virgínia confessa: "Toda criança que eu falei disse que queria mais adultos em sua vida, especialmente seus pais".
Perigos da profissão O Homem tem muito a ganhar e pouco a perder quando sua esposa vai trabalhar. Eles se beneficiam da renda adicional, e são menos sensíveis a solidão de seus filhos do que as mães. Como o professor da Universidade de Yale, David Gelernter explica:
A maioria das mães, suponho, valorizam muito mais os interesses dos filhos, acima do dinheiro, poder ou prestigio, e ainda são assim. E afirmo que os maridos mais típicos têm muito prazer em mandar suas esposas trabalharem. A sociedade costumava impedir que os maridos pressionassem suas esposas (publicamente ou sutilmente) a deixarem as crianças e conseguirem um trabalho. Não mais.
Mulheres, por outro lado, têm um estresse muito grande tentando equilibrar as exigências do trabalho com o cuidado dos filhos. Sem dúvidas, as mulheres têm uma carreira dupla com a casa e o trabalho. A colunista da Times, em Nova Iorque e mãe de dois filhos, Anna Quindlen, fala:
Betty Friedan escreveu em "The Feminine Mystique" ("A Mística Feminina")" que a pergunta para as mulheres nesses tempos é: "Isto é tudo?" Agora, é claro, nos sentimos diferente. Espero que isto seja tudo, porque não consigo lidar com mais do que isso.
Até a feminista radical de 1960, Sara Davidson, admitiu em 1984, "Como conciliar família e carreira é o assunto crucial não resolvido nas vidas das mulheres." Ela expressa as frustrações de milhões de mulheres quando escreveu, "Passo a maioria do meu tempo com três coisas: bebê, trabalho, e manter o casamento em ordem. Acho que posso lidar com dois maravilhosamente, mas três me levam a exaustão."
A tensão freqüente das mulheres no trabalho tem conseqüências na saúde. Os pesquisadores da Universidade de Duke descobriram que mulheres que trabalham tempo integral com um filho em casa excreta níveis mais altos do hormônio da angústia a cortisona do que os homens ou mulheres que trabalham tempo integral sem crianças em casa. Um estudo com as mães que trabalham tempo integral na Inglaterra descobriu que as mulheres que trabalham possuem 50 por cento mais enfermidades e danos à saúde do que as mulheres que ficam em casa cuidando de seus filhos.
Outros estudos descobriram também que as mães que trabalham recebem "pontuações mais altas para sentirem estresse e a pressão de tempo" entre os adultos dos Estados Unidos, ou seja, apresentam uma "tensão maior" e baixa auto-estima, mais do que as donas de casa com crianças que adotam um padrão de "menos atenção para seu bem-estar e saúde própria" a fim de lidar com o papel de mãe.
As mães que trabalham podem também se privar emocionalmente de seus recém-nascidos, evitar a ansiedade da separação ao retornarem a seu trabalho. "Muitos pais que trabalham se guardam contra a intimidade com suas crianças, o que pode trazer dor quando voltam a trabalhar," diz T. Berry Brazelton, Professor de Pediatria da Universidade de Harvard, "É muito doloroso reconhecer a proximidade somente para depois desistir dela".

Evitar o assunto
Muitos pais que têm essa dupla carreira sabem que há algo faltando, mas a procura por soluções não compromete suas carreiras. O mais velho truque de chamar a vovó não é mais uma opção válida desde que a maioria das avós já trabalham também. Um folheto distribuído pela MCI Telecomunicações oferece alguns serviços tecnológicos: enviar mensagens por fac-símile, fita com histórias gravadas para a hora de dormir, gravar eventos das crianças e mostrar enquanto os pais estão fora. Até mesmo o pai muito ocupado para registrar suas próprias histórias para a de hora de dormir podem contar com a era da informática, especialmente se vive em Nova Iorque, onde há um serviço de contador de histórias por telefone que cobra 0,85 centavos por minuto.
Muitas mães se voltam para o programa de cuidado das crianças, o daycare, mas esta solução falha em duas coisas. Primeiro, o custo é muito alto, e segundo esses programas não oferecem algo de que as crianças mais precisam: atenção e afeto.
Pesquisadores da Universidade de Chicago e da Universidade de Illinois demonstram que muitas crianças normais, de até oito meses, colocadas neste tipo de programa começam a sofrer desordens ao torno dos 12 meses de idade. Eles concluem a pesquisa com uma advertência, "As repetidas separações diárias sofridas pelas crianças cuja mãe trabalha tempo integral constituem um fator de risco para psicopatologias."
O Dr. Jay Belsky, professor da Universidade do Estado da Pennsylvania, também fala dos perigos de deixar a criança como a "insegurança afetiva, agressividade exaltada, desobediência, e afastamento."
Prover as necessidades emocionais de nossos filhos não é fácil. As crianças precisam de amor. Elas não conseguem prosperar sem nossa atenção e afeto. Se isto exige que organizemos novamente nosso estilo de vida, é algo de qual nunca lamentaremos depois.
Se viver é para amar, então as coisas habituais que os anciãos judeus de Jerusalém enfatizam, como estar sempre presente, dar um abraço e um pouco de carinho é, realmente, um grande negócio.

http://www.aishbrasil.com.br/new/artigo_viver.asp


http://explicadinho.blogspot.com

terça-feira, abril 08, 2008

ILHAS DESERTAS

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460.jpgExistiam 10 belas ilhas desertas no meio do nada, onde as seguintes pessoas ficaram presas:


Ilha Deserta 1 : 2 italianos e 1 italiana


Ilha Deserta 2 : 2 franceses e 1 francesa


Ilha Deserta 3 : 2 alemães e 1 alemã


Ilha Deserta 4 : 2 gregos e 1 grega


Ilha Deserta 5 : 2 ingleses e 1 inglesa


Ilha Deserta 6 : 2 búlgaros e 1 búlgara


Ilha Deserta 7 : 2 americanos e 1 americana


Ilha Deserta 8 : 2 japoneses e 1 japonesa


Ilha Deserta 9 : 2 irlandeses e 1 irlandesa


Ilha Deserta 10: 2 brasileiros e 1 brasileira.


Um mês depois, nestas ilhas completamente desertas, no meio do nada, ocorreu o seguinte:


Ilha Deserta 1: Um italiano matou o outro para ficar com a italiana.


Ilha Deserta 2: Os dois franceses e a francesa vivem muito felizes, num ménage a trois.


Ilha Deserta 3: Os 2 alemães fizeram uma programação semanal onde eles alternam o sexo


com a alemã.


Ilha Deserta 4: Os 2 gregos estão dormindo um com o outro e a grega está fazendo a limpeza e


cozinhando para eles.


Ilha Deserta 5: Os 2 ingleses estão esperando alguém apresentá-los à inglesa.


Ilha Deserta 6: Os 2 búlgaros olharam o mar, depois olharam a búlgara, olharam o mar


novamente e começaram a nadar.


Ilha Deserta 7: Os 2 americanos estão contemplando as virtudes do suicídio, enquanto a


americana continua falando dela, da verdadeira natureza do feminismo, de como ela pode


fazer tudo o que eles podem fazer, da necessidade de preenchimento interior, da igualdade, da


divisão das tarefas domésticas, de como seu último namorado respeitava a opinião dela, etc.


Mas, pelo menos não está chovendo e os impostos são menores.


Ilha Deserta 8: Os 2 japoneses passaram um fax para Tóquio e estão esperando por


instruções.


Ilha Deserta 9: Os 2 irlandeses dividiram a ilha em Norte e Sul, onde cada um abriu uma


destilaria. Eles não se lembram se fazem sexo com a irlandesa ou não, depois de alguns litros


de uísque de coco, mas estão satisfeitos porque os ingleses não estão ali.


Ilha Deserta 10: Cada brasileiro pensa que a brasileira faz sexo apenas com ele...

sábado, março 22, 2008

pascoa é ...

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Páscoa é ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer.

Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.

Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida e vencer a morte.

Páscoa é renascimento, é recomeço,
É uma nova chance pra gente melhorar
As coisas que não gostamos em nós.


Para sermos mais felizes por conhecermos
A nós mesmos mais um pouquinho e vermos
Que hoje somos melhores do que fomos ontem.

Feliz Páscoa!!!


domingo, março 09, 2008

A Química da Amizade

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Nossa amizade é como a ligação covalente,
sempre compartilhando alegrias, tristezas...
Nunca surgirá um radical, porque essa ligação jamais

se quebrará!
Sei que em alguns momentos será necessário, ver,
analisar algo errado e balancear a equação,
buscando o equilíbrio químico entre a gente.
O meu coração para você, sempre será uma cadeia

aberta, onde você sempre terá o livre arbítrio
de fazer e decidir o que quiseres,
sem sufoco, cobranças(cadeia fechada).
Em determinadas situações haverá vários intrusos
que vão querer decompor a nossa amizade...
Como por exemplo, a Distólise:
Ocorre a decomposição devido a distância.
A Pirólise: quando a decomposição ocorre
devido o amigo pirar de tanta saudade...
Mas como a ligação que existe entre nós é de alma,
ponte de hidrogênio, é muito difícil ser quebrada!
Não é uma interação fraquinha como a de Vander Walls.
Que a nossa amizade nunca evapore,
mas que sempre estejamos bem unidos, no estado sólido!
Como na reação de síntese ou adição...
pois existe a união de duas pessoas que reagem
e formam um único produto: A amizade!

(Autora: DAYSE MONIQUE
)

domingo, fevereiro 17, 2008

Para o Melhor Amigo, o Melhor Pedaço

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Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.

Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de malhado.

Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer.

Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.

O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.

Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia nada de comida.

Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava alguém lhe estendia uma porção de alimentos.

Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.

Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco.

Não tinham onde passar as noites; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.

Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.

Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo.

Iniciou a conversa falando do malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia.

Dizia não ter idéia, pois se encontraram num certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas.

Nossa amizade começou com um pedaço de pão - disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.

Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.

Como vocês se ajudam? Perguntou. Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.

Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida?

Sim, respondeu ele tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que tem na lanchonete da esquina.

Só isso? Indagou.

É, no momento é só isso que eu desejo.

Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo.

Saiu e comprou um cachorro quente e o entregou ao velho.

Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o malhado, e comeu o pão com os temperos.

O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço.

Por que você deu para o malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado.

Ele, com a boca cheia, respondeu: "para o melhor amigo, o melhor pedaço."

E continuou comendo, alegre e satisfeito.

O homem se despediu de Serapião, passou a mão na cabeça do cão e saiu pensando com seus botões: aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria daquele mendigo.

E você, que parte tem reservado para os seus amigos?



Equipe de Redação do site www.momento.com.br , com base no texto "Para o melhor amigo, o melhor pedaço!" de autoria de Inocêncio Viégas, publicado no site: http://www.ciaencontro.com/viegas





segunda-feira, fevereiro 11, 2008

amei

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"A inteligência sem amor, te faz perverso.


A justiça sem amor, te faz implacável.


A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.


O êxito sem amor, te faz arrogante.


A riqueza sem amor, te faz avaro.


A docilidade sem amor, te faz servil.


A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.


A beleza sem amor, te faz fútil.


A autoridade sem amor, te faz tirano.


O trabalho sem amor, te faz escravo.


A simplicidade sem amor, te deprecia.


A oração sem amor, te faz introvertido e sem propósito.


A lei sem amor, te escraviza.


A política sem amor, te deixa egoísta.


A fé sem amor, te deixa fanático.


A cruz sem amor, se converte em tortura.


A VIDA SEM AMOR... NÃO TEM SENTIDO."


Lao Tsé











segunda-feira, janeiro 28, 2008

Criando Espaço para o amor - Rabino David Aaron

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07022007134503g.jpgO verdadeiro amor requer que aceitemos uma pessoa pelo que ela é, sem projetar nela nossos sonhos e fantasias.
Uma relação de dominância não representa o amor. O Judaísmo ensina que amar é criar um espaço dentro de você e também, dar de si mesmo ao próximo. Somente quando duas pessoas se dedicarem e se ajudarem uma a outra numa relação de respeito mútuo e compreensão, poderão experimentar o poder e milagre de um amor verdadeiro.
Então, como tudo isso se relaciona com o conhecido verso da Torá que declara "...e para teu marido será o teu desejo e ele dominará em ti" (Gênesis 3:16).Não seria esta a fonte e a justificativa para a dominância do homem sobre a mulher? A resposta é, "Não, pelo contrário". A Torá nos diz que se trata de uma maldição, não uma norma e nem um ideal para se seguir. Somos responsáveis por invalidar esta maldição, da mesma maneira que a tecnologia moderna na agricultura a anula "amaldiçoada é o chão para você... os espinhos e cardos lhe trazem ... pelo suor de sua testa deverá comer o pão."
Percebemos como a maldição da dominância é anulada nas relações amorosas de todos os Patriarcas e Matriarcas judeus.
D'us disse a Abraão: "...tudo o que te disser Sara, escuta em sua voz; que de Isaac será chamada a tua descendência" (Gênesis 21:12). A tradição Oral ensina que este verso indica que o senso profético de Sará era mais forte do que o de Abraão. Já o de Rebeca, também. Dificilmente é descrita como subordinada a seu marido, Issac, pois foi ela que, valentemente, persuadiu seu filho Jacob a se passar pelo seu irmão Esaú e vir em frente ao seu pai Isaac, que já estava cego, para conseguir a bênção. Rebeca teve a perspicácia de saber que era seu filho Jacob quem verdadeiramente merecia as bênçãos, e precisou organizar tudo a fim de ajudar Isaac a perceber a triste verdade em relação a seu filho manipulador, Esaú.
Também percebemos que quando Jacob quis sair da casa de seu sogro, precisou obter seriamente, o consentimento de suas esposas Rachel e Leá. Ele não estava disposto a tomar uma decisão sem suas opiniões e consentimento.
Um aluno meu, enquanto procurava por uma pessoa, teve um encontro com um rapaz que fez da maldição da dominância masculina um padrão ideal para seus relacionamentos. No primeiro encontro, perguntou a ela, "Você gosta de cozinhar?"
Ela disse, "Não, eu odeio."
"Bem," ele disse, "você gosta de limpar?"
"Não!"
"E de lavar a roupa?"
"Não mesmo."
Ela percebeu que suas respostas estavam lhe deixando assustado então, disse, "Agora posso lhe fazer uma pergunta?"
"Claro."
"Por acaso isto é uma entrevista de trabalho?"
Estava claro que o sujeito não procurava por uma esposa, e sim uma empregada. As mulheres tendem a cometer o mesmo erro perguntando sobre as condições financeiras do homem e suas chances de progredir.
Então, por quem estamos procurando?
Os primeiros versos da Torá nos dizem que o ser humano foi criado à própria imagem de D'us. E qual era essa imagem? O primeiro ser humano era um homem e uma mulher juntos, uma entidade única que incluía os dois sexos."E criou D'us o homem à sua imagem, à imagem de D'us o criou; macho e fêmea criou-os" (Gênesis 1:27).
Nesta união do masculino e feminino, nesta singularidade de opostos, o primeiro ser humano refletia a imagem de D'us, uma unicidade que incluía a diversidade e ainda permanecia um só ser.
Este é um conceito muito importante. Uma pessoa sozinha não reflete a imagem de D'us; já uma pessoa em união com a outra, sim. Então, até que uma pessoa abra espaço para incluir uma outra, e permita que esta faça o mesmo, não temos uma unidade que reflita à imagem de D'us.
A Torá relata este fato, pois após a criação do ser humano, D'us disse: "Não é bom para o homem estar sozinho".
Deus determinou que o ser humano precisava de um "ajudante," mas isto foi um pouco antes da Eva ser criada. Ao invés disso, todos os pássaros e animais foram criados e o ser humano deveria nomeá-los. Concluindo, a Torá diz que ele não encontrou uma "parceira".
Mas, o que tem a ver a nomeação das criaturas com o fato de encontrar uma parceira?
O Midrash explica que D'us estava brincando de casamenteiro. D'us consertava o primeiro ser humano com todos os animais no jardim. Enquanto Adão ia a seus encontros. Bem, imagine Adão, de pé, na entrada do Hotel do Paraíso, esperando ansiosamente, mas quem entra... "Oh...é um elefante! Umm... isto não vai dar certo D'us".
Pobre Adão. Estava cercado por todos estes animais, mas não era feliz. E porque não poderia ser feliz com uma atraente girafa ou uma pequena galinha? Pois um animal está subordinado ao homem; não é igual a ele. De fato, Adão tinha a ordem de "... e dominai sobre o peixe do mar e sobre a ave dos céus, e em todo o animal que arrasta sobre a terra". (Gênesis 1:28). Adão não podia superar a solidão e encontrar um amor verdadeiro com um subordinado, uma pessoa que recebe suas ordens.
A Torá é muito clara ao descrever uma esposa apropriada. D'us disse, "farei uma esposa conveniente, que seja kenegdo", oposta e semelhante a ele. Em outras palavras, D'us criará alguém que, muito positivamente, de forma respeitosa, se manterá firmemente oposta e se dedicará paralelamente a ele.
Um animal pode ser uma grande ajuda para o homem ao fazer seu trabalho, mas não é um ser "significante". Você não ficará satisfeito na procura de um amor a não ser que seja alguém que saiba que é igual a você e cuja diferença você respeita.
Realidades de um parceiro
Isto não quer dizer que alguns homens inseguros prefiram não ser desafiados. Já ouvi homens se aconselharem, dizendo "Tente arrumar uma menina jovem, uma que você poderá moldar". E claro, um homem poderia achar alguém jovem e vulnerável e fazer com que esta se ajuste a sua ridícula fantasia de uma esposa que o considerará o senhor e mestre. Mas, só conseguirá isto da vida. Pois, sua existência será solitária e sentirá falta de um compromisso que somente uma "esposa kenegdo" proporcionaria, um relacionamento essencial para o crescimento espiritual. É algo muito triste, porque, deste modo, se privará da oportunidade de ser a manifestação viva de D'us expressa pela habilidade de amar, criando um espaço dentro de si mesmo para incluir uma outra pessoa.
Para poder amar, é preciso se retirar do centro das atenções e criar um espaço para o outro em sua vida. O amor só começa quando isto é feito. Em outras palavras, se você for egocêntrico, não está pronto para o amor, não poderá abrir um espaço suficiente para nutrir o parceiro. E o amor verdadeiro não é só criar um espaço dentro de sua vida para uma outra pessoa, mas também lhe dar seu espaço, respeitando e mantendo-o. É ser parte da vida do parceiro, mas ao mesmo tempo, não ser.
Viva a diferença!
Uma vez que conseguimos nos recuar do centro das atenções e criamos um espaço para uma outra pessoa, devemos desenvolver a sensibilidade de perceber como somos unicamente diferentes um do outro. A tendência é a ver o que temos em comum, e acabamos deixando passar as diferenças. Quando as pessoas dizem "o amor é cego", é isto mesmo que querem dizer.
Mas o verdadeiro amor não é cego. Este consiste em ver as diferenças, a diversidade, o bem e o mal. Em hebraico, o verbo "ver" está diretamente relacionado ao verbo "respeitar". E é isto que significa ver com os olhos do verdadeiro amor. O amor verdadeiro exige que observemos, aceitemos e respeitemos aqueles que amamos pelo que eles são, sem projetar nossos sonhos e fantasias neles.
Isto é algo complicado, pois temos a tendência de querer ajustar a pessoa nas nossas figuras imaginárias de amor verdadeiro. E se esta não se encaixa, tentamos modifica-las para que se ajustem.
Mas se tivermos sucesso em não ver só o que temos em comum com aqueles que amamos, mas o que nos faz diferentes, e se apreciarmos e honrarmos as diferenças poderemos dar o próximo passo e nos dedicar àquela pessoa. E simultaneamente, devemos possibilitar nossos companheiros para fazer o mesmo por nós, o que significa permitir que criem um espaço em suas vidas para nós, permitindo que entendam nossas diferenças, fazendo com que possam se entregar ao parceiro.


quintessencia