sexta-feira, fevereiro 29, 2008

LER DEVIA SER PROIBIDO

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Guiomar de Grammon


Estudar I

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para
realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo
insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca
o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não
me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O
primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais
existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o
mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante.
Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e
bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto
perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que
tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve
um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a
leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram.
Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se
dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com
cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não
experimentaria nunca o sumo bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para
que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas
executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e
nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie
atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler
pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o
ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia.
Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios
azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do
que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há
horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens.
Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o
absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus
filhos, pois isto pode levá-los a desenvolver esse gosto pela
aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente.
Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de
progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras,
destruição, violência. Professores, não contem histórias, isto pode
estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou
para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais
dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre
não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível
controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem
o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a
fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de
conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por
razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de
remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos
cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que
todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões,
menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a
máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há
cortes, prisões tampouco.

O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou
para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns,
jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em
filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa
rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da
submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias,
tantos outros sentimentos.

A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e
público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque
os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes
de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser
proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

principais leis trabalhistas

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Lei 605/1949- Repouso Semanal Remunerado notepaper.png



Lei 2.757/1956- Porteiros, Zeladores



Lei 2.959/1956- Contrato por Obra ou Serviço Certo



Lei 3.030/1956- Desconto por Fornecimento de Alimentação



Lei 3.207/1957- Empregados Vendedores, Viajantes ou Pracistas



Lei 3.857/1960 - Músicos



Lei 4.090/1962- Gratificação de Natal



Decreto 1.232/1962 - Aeroviários



Lei 4.749/1965- 13º Salário



Lei 4.860/1965- Regime de Trabalho nos Portos Organizados



Lei 4.886/1965- Representantes Comerciais Autônomos



Lei 4.950-A/1966 - Remuneração de Profissionais em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária



Lei 5.859/1972- Empregado Doméstico



Lei 5.889/1973- Trabalho Rural



Lei 6.019/1974- Trabalho Temporário Urbano



Lei 6.494/1977- Estagiários



Lei 6.533/1978- Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões



Lei 6.615/1978- Radialistas



Lei 6.919/1981- FGTS de Diretores



Lei 6.932/1981- Médicos Residentes



Lei 7.183/1984 - Aeronautas



Lei 7.210/1984- Trabalho e Serviços do Preso



Lei 7.418/1985 -Vale-Transporte



Lei 7.644/1987- Mãe Social



Lei 8.036/1990- Lei do FGTS



Lei 8.906/1994 - Advogados



Lei 9.601/1998- Banco de Horas e Contrato por Prazo Determinado



Lei 9.719/1998- Trabalho Portuário



Lei 10.101/2000- Participação dos Trabalhadores nos Lucros ou Resultados



Lei 10.607/2002- Declara Feriados Nacionais



Lei 10.748/2003- Programa Primeiro Emprego - PNPE



Lei 10.820/2003- Desconto de Prestações em Folha de Pagamento




quinta-feira, fevereiro 28, 2008

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

links para tocadores de audio

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1by1 - http://www.rz.uni-frankfurt.de/~peschrol.jpg
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DeejaySystem MK1 - http://www.deejaysystem.com/prod_mk1.asp
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Sonique - http://sonique.lycos.com/
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terça-feira, fevereiro 26, 2008

nordestines

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Cortar é torar
Botão de som é pitôco;
Se é muito miúdo é pixotinho;
Se for resto é cotôco;
Tudo que é bom é massa ;
Tudo que é ruim é peba;
Rir dos outros é mangar;
Ficar cheio de não me toque, frescura é pantim;
Já faltar aula é gazear;
Colar na prova é filar;
Quem é franzino (pequeno e magro) é xôxo;
O bobo se chama leso;
E o medroso se chama frouxo;
Tá com raiva é invocado;
Vai sair, diz vou chegar;
"Caba" (homem) , sem dinheiro é liso;
A moça nova é boyzinha;
Pernilongo é muriçoca;
Chicote se chama açoite;
Quem entra sem licença emburaca;
Sinal de espanto é "vôte";
Tá de fogo, tá bicado;
Quando tá folgado, tá folote ou afolozado;
Quem tem sorte é cagado;
Pedaço de pedra é xêxo;
Quem não paga é xexêro;
O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca ou pirangueiro;

Quem dá furo (não cumpre o prometido ou compromisso) é fulero; -
Gente insistente é pegajosa;
Catinga de suor é inhaca;
Mancha de pancada é roncha;
Briga pequena é arenga;
Performance ou atitude de palhaço é munganga;
Corrente com pingente é trancilim;
Pão bengala é tabica;
Desarrumado é malamanhado;
Pessoa triste é borocoxô, macambúzo;
"É mesmo" é "Iapôis";
Borracha de dinheiro é liga;
Correr atrás de alguém é dar uma carrera;
Fofoca é fuxico;
Estouro aqui se chama pipôco;
Confusão é rolo.















segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Cervantes

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227.pngOs amantes que confiam no ciúme para preservar o seu amor, ou são demasiado ingênuos ou são por demais confiados. (Cervantes)


As grandes paixões, aquelas que chegam de repente, sempre trazem consigo as suspeitas. (Cervantes)


Se é que do amor os ciúmes são filhos segundo é fama; eles aumentam deste amor a chama, a glória, o brilho. (Cervantes


É o ciúme turbador da tranqüila paz amorosa! Ele é punhal que mata a mais firme das esperanças! (Cervantes)


São sempre desatinadas as vinganças por ciúme. (Cervantes)


O pesar e o prazer andam tão emparelhados que tanto se desnorteia o triste que desespera quanto o alegre que confia. (Cervantes)



sábado, fevereiro 23, 2008

e-books top 10 da semana

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  1. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare

  2. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare

  3. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa

  4. Dom Casmurro -Machado de Assis

  5. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa

  6. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa

  7. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare

  8. A Carta -Pero Vaz de Caminha

  9. A Igreja do Diabo -Machado de Assis

  10. Macbeth -William Shakespeare


GUIMARAES ROSA

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"Mas quem é que sabe como? Viver... o senhor já sabe: viver é etcétera..."


"O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita."


"Saudade é ser, depois de ter."


"Eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa".


"O amor é sede depois de se ter bem bebido."


"Esperar é reconhecer-se incompleto."


sexta-feira, fevereiro 22, 2008

links para audio

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Audacity - http://audacity.sourceforge.net/05032007142530g.jpg
AudioShell - http://www.softpointer.com/AudioShell.htm
Billy - http://www.sheepfriends.com/?page=billy
CDex - http://cdexos.sourceforge.net/
CoolPlayer - http://coolplayer.sourceforge.net/
DeejaySystem MK1 - http://www.deejaysystem.com/prod_mk1.asp
DeliPlayer. http://www.deliplayer.com/
Foobar 2000 - http://www.foobar2000.org/
Gungirl Sequencer - http://ggseq.sourceforge.net/pmwiki.php/Main/HomePage
HammerHead - http://www.threechords.com/hammerhead/introduction.shtml
iTunes - http://www.apple.com/itunes/
Jet Audio Basic - http://www.jetaudio.com/
Jesusonic - http://www.jesusonic.com/soft.php
Mixere - http://mixere.sourceforge.net/
Mixxx - http://mixxx.sourceforge.net/
monoRAVEik - http://www.mono211.com/monoraveik/mr1200.html
MoreAmp - http://sourceforge.net/projects/moreamp/
MP3 Book Helper - http://mp3bookhelper.sourceforge.net/
MP3 Tag - http://www.mp3tag.de/
Mp3 Tag Tools - http://massid3lib.sourceforge.net/
MP3Gain - http://mp3gain.sourceforge.net/
MP3Trim - http://www.logiccell.com/~mp3trim/
Musik - http://musik.berlios.de/
musikCube - http://www.musikcube.com/
MusicBrainz - http://musicbrainz.org/
KraMixer - http://www.kramware.com/
KRISTAL Audio Engine - http://www.kreatives.org/kristal/index.php
orDrumbox - http://ordrumbox.sourceforge.net/
QCD Player - http://www.quinnware.com/
SoundEngine Free - http://www.cycleof5th.com/en/index.htm
TagScanner - http://xdev.narod.ru/tagscan_e.htm
The GodFather - http://users.otenet.gr/~jtcliper/tgf/
TigoTago - http://www.tigotago.com/
Winamp - http://www.winamp.com/
XMPlay - http://www.un4seen.com/xmplay.html
Zinf - http://www.zinf.org/
Gungirl Sequencer - http://ggseq.sourceforge.net/pmwiki.php/Main/HomePage
HammerHead - http://www.threechords.com/hammerhead/introduction.shtml
Jesusonic - http://www.jesusonic.com/soft.php
KRISTAL Audio Engine - http://www.kreatives.org/kristal/index.php
orDrumbox - http://ordrumbox.sourceforge.net/
Tu2 - http://www.brambos.com/news.html


quinta-feira, fevereiro 21, 2008

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Patologia do Pensamento Mágico

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20050606101134g.jpgHavendo saúde mental, os estímulos para que o raciocínio se desenvolva devem provir de fontes externas e internas. Mas o pensamento não é guiado apenas por considerações estritamente atreladas à realidade, ele também flui motivado por estímulos interiores, abstratos e afetivos ou até instintivos. A criação humana, por exemplo, ultrapassa muitas vezes a realidade dos fatos, refletindo estados interiores variados e de enorme valor para a construção de nosso patrimônio cultural.


Voltar-se para o mundo interno significa que o pensamento se manifesta sob a forma de Devaneios - uma espécie de servidão das idéias às nossas necessidades mais íntimas, aos nossos afetos e paixões. Enquanto há saúde mental, entretanto, nossos devaneios são sempre voluntários e reversíveis; eles devem ser nossos servos e não nossos senhores.


A Patologia do Pensamento Mágico
Havendo saúde mental, os estímulos para que o raciocínio se desenvolva devem provir de fontes externas e internas. Mas o pensamento não é guiado apenas por considerações estritamente atreladas à realidade, ele também flui motivado por estímulos interiores, abstratos e afetivos ou até instintivos. A criação humana, por exemplo, ultrapassa muitas vezes a realidade dos fatos, refletindo estados interiores variados e de enorme valor para a construção de nosso patrimônio cultural.


Voltar-se para o mundo interno significa que o pensamento se manifesta sob a forma de Devaneios - uma espécie de servidão das idéias às nossas necessidades mais íntimas, aos nossos afetos e paixões. Enquanto há saúde mental, entretanto, nossos devaneios são sempre voluntários e reversíveis; eles devem ser nossos servos e não nossos senhores. veja mais


10 estratégias de manipulação por Noam Chomsky

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1. A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO1888888.jpg
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética."Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais" (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranqüilas".)


2. CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Se cria um problema, uma "situação" prevista para causar uma certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.


3. A ESTRATÉGIA DA DEGRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em "degradado", sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas tem sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, reassentamentos, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.


4. A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Uma outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Em fim, isto dá mais tempo ao público pata acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


Um exemplo recente: a passagem para o Euro e a perca da soberania monetária e econômica tem sido aceitos pelos países Europeus em 1994-1995 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais da ALCA (o FTAA) que os Estados Unidos tem imposto desde 2001 aos países de todo o continente americano (Central e Sul da América) apesar de suas reticências, concedendo uma aplicação e vigência diferida para 2005.


5. DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e uma entonação particularmente infantil, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante.


Por que?
"Se se dirige a uma pessoa como se tivesse a idade de 12 anos então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade". (ver "armas silenciosas para guerras tranqüilas")


6. UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…


7. MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer como que se o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.


"A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores" (ver "armas silenciosas para guerras tranqüilas")


8. Promover ao público a ser complacente na mediocridade
Promover ao público a achar "cool" pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto…


9. REFORÇAR A REVOLTA PELA CULPABILIDADE
Fazer o individuo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo auto-desvalida-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!…


10. CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência tem gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças a biologia, a neurobiologia e a psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos. via


terça-feira, fevereiro 19, 2008

Pablo Picasso

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picasso-pablo-arlequin-1918-2602175.jpg



Pablo Picasso foi tanto genial, quanto polêmico. Suas posições políticas e ideológicas contrastavam com as cores e profundidade de sua obra. Confira a seguir alguns pensamentos do artista, que, assim como suas obras, retratam seu modo único de enxergar o mundo:

Sobre o desenho
''O desenho não é uma brincadeira. É muito grave e misterioso o ato de que um traço possa representar um ser vivo. Não apenas sua imagem, mas sobretudo aquilo que ele representa, aquilo que ele realmente é. Que maravilha! Não seria isso mais surpreendente do que todas as prestidigitações e 'coincidências' do mundo?''

Sobre as gravuras
''Você não imagina o trabalho que tive para fazer isso, porque é preciso desenhar cada letra de trás para frente.''

Sobre a guerra
''Eu não pinto a guerra, por que não sou o tipo de pintor que, como um fotógrafo, vai à cata de um tema. Mas não há dúvida de que a guerra existe nos meus quadros.''

Sobre a arte
''E que tudo seja igual e que tudo seja outra coisa.''
''A arte é uma mentira que nos faz compreender a verdade.''

Sobre o artista e seu tema

''O artista não é tão livre quanto se poderia crer. Isso também é verdade para os retratos que fiz de Dora Maar. Para mim, é uma mulher que chora. Durante anos, pintei-a sobre formas torturadas, não por sadismo ou por prazer. Eu apenas seguia a visão que se me impunha. Era a realidade profunda de Dora. Sabe, um pintor tem limites, e nem sempre são aqueles que se imagina.''






picasso-pablo-violin-and-guitar-2802322.jpg




Sobre a fotografia

''Quando vemos o que pode ser expresso pela foto, nos damos conta de que tudo aquilo não pode mais ser preocupação da pintura... Por que o artista insistiria em realizar aquilo que, com a ajuda da objetiva, pode ser tão bem feito? Seria uma loucura, não? A fotografia chegou na hora certa para liberar a pintura de qualquer literatura, anedota e arte do tema. Em todo caso, um certo aspecto do tema pertence, daqui por diante, ao campo da fotografia... Não deveriam os pintores aproveitar sua liberdade reconquistada para fazer outra coisa? Seria muito curioso fixar fotograficamente, não as etapas de um quadro, mas suas metamorfoses. Talvez percebêssemos por quais caminhos o cérebro envereda para a concretização de seus sonhos. Entretanto, é realmente muito curioso observar que, no fundo, o quadro não muda, que a visão inicial permanece quase intacta, apesar das aparências. Muitas vezes vejo uma luz e uma sombra que pus no meu quadro e empenho-me em quebrá-las, acrescentando uma cor que crie um efeito contrário. Quando essa obra é fotografada, percebo que aquilo que havia introduzido para corrigir minha primeira visão desaparece, e que, definitivamente, a imagem dada pela fotografia corresponde a minha primeira visão, antes das transformações trazidas contra minha vontade.''

Sobre o artista

''O que você acredita que é um artista? Um imbecil que só tem olhos se for pintor, ouvidos se for músico, ou uma lira em todos os andares do coração se for poeta? Muito pelo contrário, ele é ao mesmo tempo um ser estético, constantemente em alerta diante dos dilacerantes, ardentes ou doces acontecimentos do mundo, refletindo-os na forma como realiza sua obra. Como seria possível desinteressar-se dos outros homens? Graças a qual indolência, dissociar-se de uma vida que eles lhe trazem de modo tão abundante? Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo.''


segunda-feira, fevereiro 18, 2008

10 erros que comprometem sua capacidade de conversar com as pessoas

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Eis os 10 erros mais comuns na arte de conversar:



Metralhar com perguntas



Pessoas gostam de conversar, mas não de ser interrogadas. Se você é muito curioso sobre o assunto, dê espaço para que a outra pessoa discorra livremente, pontue com comentários próprios, e deixe o diálogo fluir.



Calar-se como um túmulo



Silêncios constrangedores. Acontece assim: você sai de casa sem ler o jornal, encontroa um conhecido no trabalho, termina de tomar o café, o assunto se esgota e os dois permanecem calados, sem um fio de história para continuar o papo.



Quem nunca passou por isso? Se você não é íntimo do interlocutor, relaxe e trate-o como um velho amigo, ele provavelmente também está desconfortável e vai se sentir bem com isso. Se o assunto não aparecer, faça como Mia Wallace em Pulp Fiction, que diante de um silêncio desconfortável, puxou assunto sobre… silêncios desconfortáveis!



Expressão verbal e corporal incongruentes.



Tão importante quanto o que você diz é a forma como se expressa, seja pelo tom de voz, velocidade e posição corporal.



Para melhorar sua expressão, experimente:




  • Diminuir o ritmo, se você se empolgou muito com o assunto, tende a falar mais alto, mais rápido, e a usar os braços como se fosse um boneco de posto de gasolina. Desacelere.

  • Ou fale mais alto, especialmente se estiver em um ambiente aberto. Se as pessoas inclinam o corpo inteiro na sua direção e apertam os olhos, hora de aumentar o volume.
    Fale claramente, não murmure nem mastigue as palavras

  • Use sua emoção e faça pausas. Falar dois minutos em um único tom transforma seu discurso em uma leitura de ata de condomínio.
    Evite hábitos prejudiciais à sua expressão corporal, veja estas 14 dicas para melhorar sua linguagem corporal.



Roubar a cena


Quando uma pessoa está falando e você a interrompe bruscamente está sendo grosseiro, não importa a relevância do que tem a dizer. Ao menos que precise gritar FOGO ou TERREMOTO, espere a pessoa concluir, ou um ensejo no meio da conversa.



Estar sempre certo



Poucas atitudes são tão grosseiras quanto impor a outras pessoas seu ponto de vista. Discussões servem para trocar idéias e, eventualmente, mudar de opinião, mas insistir até que o outro fique exausto e concorde com você é condenar-se a estar sempre certo e sozinho.



Assuntos intragáveis


Quase todos os assuntos têm um contexto adequado para conversação. É preciso considerar, além do seu gosto pessoal, os interesses das pessoas e o ambiente ao redor. Um exemplo sobre o que não fazer encontra-se no filme Perfume de Mulher, em que o general (Al Pacino) discorre sobre suas relações com as prostitutas vietnamitas, durante a ceia de Natal com a família.



Tédio


A melhor precaução para não se tornar o chato da turma é estar atento às outras pessoas. Você está falando há 10 minutos sobre o negócio fantástico que fechou na Argentina, mas ninguém contribui com comentários, os olhares se dissipam, o eco da sua voz bate na parede e volta límpido? Hora de mudar de assunto.



Falta de Reciprocidade



Todos nós temos algo a contribuir em um diálogo. Mesmo que não seja expert no assunto, experiências pessoais, opiniões e percepções próprias são válidas e bem-vindas.


Em suma, participe! Mesmo que o assunto não seja o seu preferido, aproveite a oportunidade para desenvolver habilidades importantes, como observar, formular perguntas, demonstrar interesse pelas idéias de outra pessoa. No mínimo, vai ser mais uma oportunidade para demonstrar atenção, interesse, e (por que não?) generosidade.



Baseado no texto Do you make these 10 mistakes in a conversation? do Positivity Blog. e via


Quais são os sete pecados capitais que o concurseiro não deve cometer?

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Os pecados capitais levam ao inferno, os do concurso à reprovação, desânimo e desistência. Os pecados capitais são os seguintes: gula, soberba, inveja, preguiça, ira, luxúria, avareza. Vamos vê-los agora em sua manifestação "concursândica".


A gula é a pressa de passar. Como sempre digo: concurso se faz não para passar, mas até passar. Assim, esqueça a pressa e comece a estudar com regularidade, planejamento e antecedência. Os concursos estão vindo aos montes, e continuarão assim. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que você - se trabalhar direito - pode contar.


A soberba é a arrogância, o achar que já se é o "Sabe-Tudo", o "rei da cocada". Muitos candidatos inteligentes e bem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados, chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nas aulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.


A preguiça. Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Mas deixe-me dizer uma coisa: eu sou meio preguiçoso. Só que sempre fazia o que devia ser feito, quando, me imaginava desempregado e sem grana, caso deixasse a preguiça me dominar.


A inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que os outros possuem ao invés de ir resolver a própria vida. É impressionante como as pessoas pecam ao se compararem com os outros e dedicarem-se à reclamação e à autocomiseração em vez de estudarem e treinarem.


A ira representa deixar-se estourar, ou desanimar, pela enorme quantidade de fatos que têm justificadamente esse condão: cansaço, carteiras duras (do curso e a sua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxas de inscrição abusivas etc. haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não de virtudes...). Nessas horas, não adianta irar-se. O jeito é ir estudar, pois um dia a gente passa, apesar de tudo.


A luxúria é talvez o maior pecado. Veja nela o lazer exagerado, as viagens, passeios baladas e tudo o mais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo para estudar e trinar. Pois bem, equilibrar estudo e lazer, administrar bem o tempo e saber estabelecer as prioridades é essencial para chegar ao reino dos céus, digo, da nomeação.


A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato, quando economiza nos investimentos necessários para ser aprovado. Vale a pena escolher os melhores livros, cursos e gastos, que incluem até mesmo os exames de saúde para estar bem e enfrentar a maratona dos concursos. A segunda avareza, a pior delas, ocorre quando o cidadão passa e deixa de utilizar o cargo e os poderes e competências dele para o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos) sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo o quanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade e entusiasmo. Cumprir o dever, e se puder, um pouco mais.


Pois é, que Deus nos livre dos pecados capitais e do concurso. E que façamos nossa parte, dando nossa parcela de fé e sacrifício, para chegarmos à Terra Prometida, ao Paraíso, com méritos dos santos. "Santo", por sinal, significa, etimologicamente, "separado". Gente que passa em concurso é assim: meio diferente da média, mais dedicada, mais focada. Isso é santidade.


No fim, os votos de que alcancemos os frutos do Espírito, que, na Bíblia (Gálatas 5:22), se opõem aos pecados capitais: amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio. E, claro, passar em concursos.


William Douglas é Juiz Federal, professor universitário e autor de vários livros sobre concurso público.


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